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Caudisona durissa terrificus (new classification)
Crotalus durissus terrificus (CASCAVEL)
Família Genero Espécie Subespécie Região Grau toxidade
Viperidae Crotalus
Caudisona
duríssus
durissa
terrificus América do Sul escala
Nomes populares na América do Sul

Boicininga, Boicinunga, Boicuninga, Boicununga, Cascabel, Cascabela, Cascavel, Cascavel de Cuatro Ventas, Chonono, Cobra de Guizo, Maraca, Maraca-boia, Mboi chi-ni, Neotropical Rattlesnake, Serpiente de Cascabel, South American Rattlesnake, Vibora Cascabel, Vibora de Cascabel,

Formato geral

Apresenta porte médio, mas pode atingir até 1,5 m, com tronco muito grosso, escamas superiores fortemente quilhadas, cabeça com focinho truncado, e sobre a cabeça há, na zona do focinho, escudos, em vez de escamas pequenas como nas Bothrops. A cor predominante é parda, com desenhos em forma de losangos.

Comprimento

0.9m max 1.6m

Características

É a mais aperfeiçoada e também a mais fácil de identificar, por possuir na extremidade da cauda o guizo ou chocalho, que é formado de matéria córnea e se compõe de anéis paralelos articulados entre si, medianamente. Quando o animal se excita, um impulso nervoso aciona o guizo, que fica ereto e vibra, entrechocando os anéis semi-soltos, produzindo um som semelhante ao de sementes dentro de vagens secas. Apresenta porte médio, mas pode atingir até 1,5 m, com tronco muito grosso, escamas superiores fortemente quilhadas, cabeça com focinho truncado, e sobre a cabeça há, na zona do focinho, escudos, em vez de escamas pequenas como nas Bothrops. A cor predominante é parda, com desenhos em forma de losangos.

 

 

Reprodução

Vivípara

Habitos

Terrestre e diurna

Segurança

NÃO SE APROXIME!!

Perigosíssima, prepara o bote ao ver se aproximar qualquer ser. Pode ser altamente irrascível se provocada.

   
Habitat Marca Distribuição geográfica

Encontradä em todos os países sul-americanos, exceto Equador e Chile. No entanto, seu alcance é descontínuo, com muitas populações isoladas no norte da América do Sul, incluindo Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e norte do Brasil. Ela ocorre na Colômbia e no leste do Brasil para o sudeste do Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina (Catamarca, Córdoba, Corrientes, Chaco, Entre Rios, Formosa, La Pampa, La Rioja, Mendoza, Misiones, San Juan, San Luis, Santa Fe, Santiago del Estero e Tucumán). Também ocorre em algumas ilhas do Caribe, incluindo o Morro de La Iguana, Tamarindo e Aruba.

Elevações de até cerca de 1500m. Principalmente floresta tropical inferior seca, montanha, campos de cerrado e floresta arbustiva. Diz-se preferir o mais seco, as áreas mais arenosas.

É a subspécie ocorrente no Rio Grande do Sul, mais comumente na região de Campos de Cima da Serra.

  mapa crotalus terrificus
Curiosidades

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Cuidados com Crotalus (CASCAVEL)
Profilaxia dos acidentes ofídicos

Por uma série de fatores relacionados ao comportamento das serpentes e do próprio homem, a prevenção dos acidentes ofídicos torna-se extremamente difícil. No entanto, algumas medidas básicas de prevenção podem ser adotadas

  • Deve-se evitar, na medida do possível, andar descalço ou de chinelo, nos locais em que haja ocorrência de serpentes. O uso de determinados tipos de calçados, como as perneiras e botas de cano alto, pode evitar entre 50 e 75% dos acidentes, já que, geralmente, são os pés e as pernas os locais mais atingidos.
  • Deve-se ter atenção redobrada no próprio local de trabalho e onde haja matas, capinzais e pomares com muitas árvores, além dos caminhos habitualmente percorridos. Nestas situações, ao se passar de um local claro para outro mais escuro, é aconselhável que o indivíduo espere alguns instantes, o que fará com que sua visão se acostume à mudança de claridade e possa perceber a presença de serpentes, ou de movimentos estranhos.
  • Deve-se manter atenção especial ao subir em árvores ou até mesmo ao colher frutos, pois existem serpentes que habitam as árvores, o que é comprovado pelo registro de 5% de acidentes ofídicos com mordida na cabeça, rosto, ombros e braços.
  • O ato de introduzir a mão em buracos na terra ou cupinzeiros, ou revirar montes de terra e lenha, pode representar grande perigo, já que estes locais são, muitas vezes, habitados por serpentes venenosas, e ou seu alimento.
  • Quando houver condições, a construção de calçadas em torno das moradias e obstrução de grandes frestas, porventura existentes entre a porta e o chão (meio pelo qual muitas serpentes penetram nas casas), podem evitar acidentes. Da mesma forma, é importante manter sempre limpa a área ao redor das moradias, assim como evitar o acúmulo de madeiras, tijolos ou pedras junto à habitação. Deve-se, igualmente, evitar trepadeiras que encostem na casa, ou folhagens que penetrem ou alcancem o telhado ou forro. Uma prevenção simples e eficaz é a criação de galinhas, gansos e outras aves, soltas no terreiro, já que estes animais afugentam as serpentes.
  • Deve-se evitar os acampamentos próximos a plantações, pastos ou matas. Nos momentos de lazer, quando se estiver às margens de rios ou lagoas, é necessário ficar alerta. Estes locais, principalmente os barrancos de rios, são habitat usual de cobras e serpentes.
  • As serpentes venenosas alimentam-se preferencialmente à noite. Nesse período, portanto, devem ser evitadas as caminhadas nas proximidades de gramados e, até mesmo, jardins.
  • As emas, seriemas, corujas e gaviões, são inimigos naturais das serpentes. Preservar a vida destas aves e os locais onde elas habitam, representa grande proteção ao homem e ao equilíbrio ecológico.
Cuidados

A espécie é responsável por grande parte dos acidentes ofídicos registrados em sua área de ocorrência. Perigosíssima, prepara o bote ao ver se aproximar qualquer ser.

São extremamente rápidas e ágeis. Não tente tirar veneno ou manusear estes animais sem ajuda especializada. Todo cuidado ainda é pouco!

Se não estiver em local abitado, no campo ou floresta por exemplo, deixe o animal em seu ambiente, avise os outros do seu grupo e se afaste.
NÃO MATE ANIMAIS sem absoluta necessidade.

NÃO SE APROXIME!!

 

Primeiros Socorros - Crotalus (CASCAVEL)
Description

PRIMEIROS SOCORROS Conjunto de ações com o objetivo de manter a vida e/ou minimizar sofrimentos e seqüelas, prestadas às vítimas de acidentes, até que socorristas especializados tomem conta do caso.

Ver também página tratamento Crotalus

Detalhes

Os primeiros socorros em acidentes causados por serpentes venenosas consistem em:

  • Não amarre a perna ou braço, nem faça torniquetes. O garrote impede a circulação sanguínea e pode produzir necrose ou gangrena. Muitas vezes o garrote agrava os efeitos da mordida. Não cortar nem fazer sucção no local da mordida.
  • Não administrar soro antiofídico sem acompanhamento médico hospitalar. São comuns reações alérgicas ao soro (choque anafilático), piores até que a mordida da cobra, pois necessitam de medicação urgente, e pode levar à morte mais rápido.
  • Lavar o local ferido com água e sabão, fazer a higiene no local, acima e a baixo do mesmo. Se o local apresentar dois furinhos, é certeza de que se trata de serpente peçonhenta.
  • Se houver dor, administrar analgésico. Também manter o paciente hidratado com soro glicosado ou mesmo soro caseiro.
  • Mantenha o acidentado deitado, com o mínimo de movimentos possíveis, pois os movimentos facilitam a absorção do veneno. Manter o membro ferido em posição elevada para que não aumente a circulação sanguínea no local e espalhe mais rapidamente o veneno.
  • Procure identificar a serpente (se possível, matar e levar com o paciente). Se isso não for possível, procurar ver se tem chocalho no final da cauda (cascavel), ou se é colorida em preto, vermelho e branco (coral).
  • Leve o acidentado para o posto de saúde mais próximo, a fim de tomar o soro apropriado.

 

Tratamento Humanos - Crotalus (CASCAVEL)
TratamentoVer também página tratamentos

Ver mais na página tratamento Crotalus

A precocidade do atendimento médico é fator fundamental na evolução e no prognóstico do doente

Medidas gerais

Anéis e alianças devem ser retirados do dedo atingido, pois o edema pode tornar-se intenso, produzindo um sistema de garrote.

O uso de torniquete, com a finalidade de reter o veneno no local da picada, é contra-indicado para os acidentes botrópicos.

É também contra-indicado utilizar instrumentos cortantes com a finalidade de fazer cortes ao redor da picada, pois os venenos possuem frações proteolíticas que irão atuar nesses locais, piorando muito a necrose.

O doente deve ser colocado em repouso e transportado rapidamente para um hospital, onde deve receber tratamento específico. A imunoprofilaxia contra o tétano deve ser realizada.

O soro antiofídico a ser aplicado deve ser específico para o gênero ao qual a serpente pertence. Deve ser administrado o mais precocemente possível, em dose única, de preferência pela via intravenosa, com o objetivo de neutralizar a peçonha antes que ela possa ter causado dano.
As reações inerentes à soroterapia podem ser imediatas (anafiláticas, anafilactóides e pirogênicas) ou tardias, manifestando-se seis a 10 dias após, pela doença do soro.

Tratamento serpentes do gênero
Crotalus

O acidente crotálico é sempre uma emergência médica. O doente deve ser colocado em repouso absoluto e encaminhado imediatamente para um hospital.

O tratamento específico é realizado com soro anticrotálico ou pela fração específica do soro antiofídico, administrando-se doses sempre superiores a 150 mg, por via intravenosa ou subcutânea. (Soroterapia)

Sintomatologia local

Em geral, não há reação local, embora um pequeno edema possa estar presente. A dor no local da picada é pouco freqüente.
A região em geral fica adormecida poucos minutos após e permanece assim por várias semanas ou meses. A miotoxicidade do veneno é evidenciada do ponto de vista clínico pela intensa mialgia generalizada, podendo ser acompanhada de edema muscular discreto.

A neurotoxicidade ocorre após algumas horas e o doente passa a referir dor na região do pescoço, diminuição e até perda da visão, ptose palpebral bilateral, sonolência e obnubilação. O fácies é característico e denominado fácies neurotóxico de Rosenfeld.

Ao exame neurológico, encontram-se hiporreflexia global e comprometimento do II par craniano, evidenciado pelo exame de fundo de olho, onde pode-se observar borramento de papila e ingurgitamento venoso bilateral. O comprometimento dos III, IV e VI pares cranianos é evidenciado por ptose palpebral bilateral, diplopia, plegia de músculos da pálpebra, midríase bilateral semiparalítica e diminuição de reflexos fotomotores.
Além disso, podem-se verificar movimentos nistagmóides, plegia dos movimentos do olhar conjugado, tontura, alterações da gustação e hiposmia e/ou anosmia. A insuficiência respiratória pode ocorrer em alguns casos.
Cefaléia intensa, febre, hipertensão arterial e/ou hipotensão arterial acompanhada de taqui e/ou bradicardia são sintomas que lembram a síndrome de hiperreatividade simpática. Esses sintomas acompanham casos graves e, em geral, atendidos tardiamente, desaparecendo espontaneamente após a primeira semana.

As alterações renais, evidenciadas pela urina escura e/ou vermelha, costumam ocorrer após 24 a 48 horas do acidente. Nos casos que evoluem para insuficiência renal aguda, o quadro clínico é o clássico descrito.
As alterações hematológicas, principalmente a incoagulabilidade sanguínea, ocorrem após algumas horas do acidente, entretanto involuem com o tratamento adequado.

O tratamento complementar

a fim de se evitar a insuficiência renal aguda IRA, consiste em hidratar o doente por via intravenosa, infundindo 1 a 2 litros de soro fisiológico, a uma velocidade que deve ser em torno de 60 a 80 gotas/minuto. A seguir, induzir a diurese osmótica com 100 ml de manitol a 20% por via intravenosa, que deve ser mantido a cada seis horas por um período de três a cinco dias, em função da gravidade clínica e da resposta terapêutica. O manitol, além de diurético osmótico, ainda contribui sobremaneira para diminuir o edema cerebral e da musculatura esquelética.

Deve-se também fazer uso de bicarbonato de sódio a 5%, 50 ml por via oral a cada seis horas para alcalinizar a urina e evitar lesões renais que são favorecidas pelo pH ácido. Após 12 horas de internação, reavaliar o tempo de coagulação.

Se este ainda encontrar-se alterado, suplementar a soroterapia anticrotálica na dose de 100 mg. Se o doente evoluir com anúria, avaliar a função renal pela dosagem de uréia, creatinina, bem como os níveis de sódio, potássio e cálcio. Constatada a insuficiência renal aguda, indicar a hemodiálise. As manifestações clínicas renais e neurológicas observadas nesses doentes são reversíveis.

Tempo de coagulação

O tempo de coagulação e o tempo de tromboplastina parcial ativada estão aumentados pela ação coagulante do veneno. O tempo de coagulação é exame útil, de fácil execução, podendo ser realizado em lâmina e/ou em tubo simples de vidro. O tempo de coagulação normal varia entre três e seis minutos, podendo ser indeterminado nos acidentes botrópicos.

 

 

Classificação quanto à gravidade e soroterapia recomendada para o acidente CROTÁLICO
Classificação quanto à gravidade e soroterapia preconizada para o acidente crotálico.

MANIFESTAÇÕES CLINICAS E TRATAMENTO PROPOSTO

CLASSIFICAÇÃO DA GRAVIDADE

Leve Moderada Grave
Fácies miastênica / visão turva Ausente ou tardia Discreta ou evidente Evidente
Mialgia Ausente ou
discreta
Discreta Intensa
Urina vermelha ou marrom Ausente Pouco evidente ou ausente Presente
Oligúria/anúria

Ausente

Ausente Presente ou ausente
Tempo de coagulação (TC) Normal Normal ou alterado Alterado
Quantidade aproximada de
veneno a ser neutralizada
100 mg 200 mg 300 mg
Soroterapia (número de ampolas de soro) (SAC, SABC)(**) 5 10 20
Via de administração Intravenosa Intravenosa Intravenosa

(*) O doente deve ficar sempre internado.

(**) SAC = soro anticrotálico, SABC = soro antibotrópico-crotálico.
Uma ampola de soro (10 ml) neutraliza 15 mg de veneno referência (Crotalus d. terrificus).

 

Ver mais na página tratamento Crotalus

 

PDF EMERGÊNCIAS MÉDICAS site do CEVAP

CEVAP: Centro Virtual de Toxinologia http://www.cevap.org.br/

 

 

Tratamento Animais - Crotalus (CASCAVEL)
Acidente Botrópico

O sintoma mais evidente é o edema progressivo (inchaço) no local da picada, como no focinho, barbela ou membros podendo em muitos casos ser observado também hemorragia, não sendo esta necessariamente a causa da morte.

É importante ser considerada para efeito de atendimento e tratamento, o local da picada e a espécie animal acidentada. Nos animais de grande porte, a picada nos membros leva à dificuldade de locomoção e muitas vezes ao decúbito prolongado, incapacitando o animal para pastar e ter acesso aos bebedouros. O acidente na região da boca e língua pode impossibilitar o animal de ingerir alimentos e água o que propicia a desidratação.

Nos eqüinos dada a incapacidade desses animais respirarem pela boca, a picada no focinho pode levar a morte por insuficiência respiratória. O mesmo pode ocorrer com bovinos quando o edema atinge a região da laringe.

A gravidade do acidente botrópico está relacionada à quantidade de veneno injetada no momento da picada e o tamanho do animal. Quanto menor o porte do animal, menor a chance de sobrevivência. Quanto maior for o intervalo entre o acidente e o tratamento, mais graves serão os sintomas e as seqüelas observadas, principalmente necroses.

Tratamento

Em Medicina Veterinária, o tratamento é feito a partir das quantidades de veneno que as serpentes podem injetar no momento da picada. Nos acidentes causados por serpentes do gênero Bothrops a quantidade de soro a ser utilizada deve ser suficiente para neutralizar no mínimo 100 mg de veneno e 50 mg no caso de acidentes com serpentes do gênero Crotalus. O soro antiofídico de uso comercial é padronizado de forma que 1 mililitro neutraliza 2 miligramas de veneno botrópico e 1 miligrama de veneno crotálico. Assim sendo, a quantidade mínima de soro antiofídico a ser aplicada nos acidentes crotálico ou botrópico é de 50 mililitros independente do tamanho do animal.

Em animais de grande porte (acima de 50 Kg) o volume total de soro (50 mL) deve ser aplicado lentamente por via intravenosa. Nos animais de porte menor, o soro deve ser diluído em solução fisiológica e aplicado gota a gota por via intravenosa. Na impossibilidade de se utilizar a via intravenosa, o soro deve ser administrado preferencialmente pela via intraperitoneal ou em último recurso pelas vias intramuscular e subcutânea.
Em hipótese alguma o soro deve ser aplicado ou infiltrado no local da picada.
Doses maiores de soro e a necessidade de repetição do tratamento devem ser consideradas em função da remissão dos sintomas ou a critério do Médico Veterinário.

A quantidade de soro a ser utilizada deve ser aplicada independente do tempo decorrido entre o acidente e o atendimento, sendo que a eficácia do tratamento com o soro é maior quanto menor for esse tempo.

Tratamentos Complementares

Os animais acidentados devem ser mantidos sob observação permanente de no mínimo 72 horas, devendo ser mantidos em locais sossegados, confortáveis e submetidos ao mínimo de movimentação ou manipulação.

Os animais com incapacitação para ingerir água devem ser adequadamente hidratados por via parenteral com soluções eletrolíticas como ringer lactato.

Nos animais acidentados na região da cabeça, particularmente equídeos, a dificuldade respiratória deve ser corrigida mediante a realização de traqueostomia. Os animais de grande porte (acima de 100 Kg), principalmente quando acidentados nos membros, devem ser mantidos quando em decúbito em local forrado com bastante capim ou areia macia.

Os ferimentos no local da picada devem ser lavados com água e sabão e tratados com antissépticos. O local da picada não deve ser lancetado, perfurado ou garroteado com o intuito de reduzir a absorção do veneno. Essa prática pode levar a infecções gravíssimas, e contaminação pelos microorganismos causadores do tétano ou gangrena gasosa. O uso de antibióticos e a profilaxia do tétano devem ser feitas sob orientação do Médico Veterinário.

Sintomas de reações anafiláticas causadas pela aplicação do soro são raros e devem ser tratados de acordo com a gravidade, com medicamentos a base de adrenalina, antihistamínicos e corticosteróides, e interrupção temporária da administração do soro.

Em alguns casos de animais mesmo tratados adequadamente, pode advir o óbito em virtude da presença no veneno inoculado de grande quantidade da fração hemorrágica que causa lesão disseminada do endotélio vascular causando hemorragias fatais na face, nas cavidades abdominal, torácica ou ainda no saco pericárdico ou no espaço subdural, razão pela qual a necrópsia deve ser sempre realizada nesses casos. Essa fração hemorrágica nem sempre é neutralizada pelo soro utilizado no tratamento.

 

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CEVAP: Centro Virtual de Toxinologia http://www.cevap.org.br/

Veneno - Venom - Crotalus
As serpentes do gênero Crotalus possuem veneno com ações miotóxica, neurotóxica e coagulante.

Ação coagulante

É a propriedade que o veneno das serpentes dos gêneros Bothrops, Crotalus e Lachesis tem de transformar diretamente o fibrinogênio em fibrina, tornando o sangue incoagulável.

Ação miotóxica

A atividade miotóxica sistêmica é caracterizada pela liberação de mioglobina para o sangue e urina. O diagnóstico de rabdomiólise pode ser comprovado pela elevação dos níveis séricos de creatina quinase (CK), desidrogenase láctica (DHL) e aspartato amino transferase (AST). A confirmação laboratorial da rabdomiólise pode ser obtida pela detecção de mioglobina em soro e urina.

Ação neurotóxica

As frações neurotóxicas do veneno crotálico são aquelas que produzem efeitos tanto em nível de sistema nervoso central, quanto periférico. Um dos importantes efeitos é o bloqueio da transmissão neuromuscular, que sugerem as paralisias motoras e respiratórias no acidente crotálico.

 

Quadro clínico Crotalus.

Em geral, não há reação local, embora um pequeno edema possa estar presente. A dor no local da picada é pouco freqüente. A região em geral fica adormecida poucos minutos após e permanece assim por várias semanas ou meses.

A miotoxicidade do veneno é evidenciada do ponto de vista clínico pela intensa mialgia generalizada, podendo ser acompanhada de edema muscular discreto.
A neurotoxicidade ocorre após algumas horas e o doente passa a referir dor na região do pescoço, diminuição e até perda da visão, ptose palpebral bilateral, sonolência e obnubilação. O fácies é característico e denominado fácies neurotóxico de Rosenfeld.
Ao exame neurológico, encontram-se hiporreflexia global e comprometimento do II par craniano, evidenciado pelo exame de fundo de olho, onde pode-se observar borramento de papila e ingurgitamento venoso bilateral. O comprometimento dos III, IV e VI pares cranianos é evidenciado por ptose palpebral bilateral, diplopia, plegia de músculos da pálpebra, midríase bilateral semiparalítica e diminuição de reflexos fotomotores.
Além disso, podem-se verificar movimentos nistagmóides, plegia dos movimentos do olhar conjugado, tontura, alterações da gustação e hiposmia e/ou anosmia. A insuficiência respiratória pode ocorrer em alguns casos. Cefaléia intensa, febre, hipertensão arterial e/ou hipotensão arterial acompanhada de taqui e/ou bradicardia são sintomas que lembram a síndrome de hiperreatividade simpática.

Esses sintomas acompanham casos graves e, em geral, atendidos tardiamente, desaparecendo espontaneamente após a primeira semana.

As alterações renais, evidenciadas pela urina escura e/ou vermelha, costumam ocorrer após 24 a 48 horas do acidente. Nos casos que evoluem para insuficiência renal aguda, o quadro clínico é o clássico descrito. As alterações hematológicas, principalmente a incoagulabilidade sanguínea, ocorrem após algumas horas do acidente, entretanto involuem com o tratamento adequado.

Medidas gerais:

Anéis e alianças devem ser retirados do dedo atingido, pois o edema pode tornar-se intenso, produzindo um sistema de garrote.

O uso de torniquete, com a finalidade de reter o veneno no local da picada, é contra-indicado para os acidentes botrópicos.

É também contra-indicado utilizar instrumentos cortantes com a finalidade de fazer cortes ao redor da picada, pois os venenos possuem frações proteolíticas que irão atuar nesses locais, piorando muito a necrose.

O doente deve ser colocado em repouso e transportado rapidamente para um hospital, onde deve receber tratamento específico.

A imunoprofilaxia contra o tétano deve ser realizada de acordo com o quadro.

O soro antiofídico a ser aplicado deve ser específico para o gênero ao qual a serpente pertence. Deve ser administrado o mais precocemente possível, em dose única, de preferência pela via intravenosa, com o objetivo de neutralizar a peçonha antes que ela possa ter causado dano.

As reações inerentes à soroterapia podem ser imediatas (anafiláticas, anafilactóides e pirogênicas) ou tardias, manifestando-se seis a 10 dias após, pela doença do soro.

Tratamento específico

O acidente crotálico é sempre uma emergência médica. O doente deve ser colocado em repouso absoluto e encaminhado imediatamente para um hospital.

O tratamento específico é realizado com soro anticrotálico ou pela fração específica do soro antiofídico, administrando-se doses sempre superiores a 150 mg, por via intravenosa ou subcutânea.

O tratamento complementar, a fim de se evitar a insuficiência renal aguda, consiste em hidratar o doente por via intravenosa, infundindo 1 a 2 litros de soro fisiológico, a uma velocidade que deve ser em torno de 60 a 80 gotas/minuto. A seguir, induzir a diurese osmótica com 100 ml de manitol a 20% por via intravenosa, que deve ser mantido a cada seis horas por um período de três a cinco dias, em função da gravidade clínica e da resposta terapêutica. O manitol, além de diurético osmótico, ainda contribui sobremaneira para diminuir o edema cerebral e da musculatura esquelética.

Deve-se também fazer uso de bicarbonato de sódio a 5%, 50 ml por via oral a cada seis horas para alcalinizar a urina e evitar lesões renais que são favorecidas pelo pH ácido. Após 12 horas de internação, reavaliar o tempo de coagulação. Se este ainda encontrar-se alterado, suplementar a soroterapia anticrotálica na dose de 100 mg.

Se o doente evoluir com anúria, avaliar a função renal pela dosagem de uréia, creatinina, bem como os níveis de sódio, potássio e cálcio. Constatada a insuficiência renal aguda, indicar a hemodiálise. As manifestações clínicas renais e neurológicas observadas nesses doentes são reversíveis.

Tratamento complementar
    Classificação quanto à gravidade e soroterapia preconizada para o acidente crotálico.
    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
    E TRATAMENTO PROPOSTO (*)
    CLASSIFICAÇÃO DA GRAVIDADE
    Leve Moderada Grave
    Fácies miastênica / visão turva Ausente ou tardia Discreta ou evidente Evidente
    Mialgia Ausente ou discreta Discreta Intensa
    Urina vermelha ou marrom Ausente Pouco evidente ou ausente Presente
    Oligúria / anúria Ausente Ausente Presente ou ausente
    Tempo de coagulação (TC) Normal Normal ou alterado Alterado
    Quantidade aproximada de veneno a ser neutralizada 100 mg 200 mg 300 mg
    Soroterapia (número de ampolas de soro) (SAC, SABC(**) 5 10 20
    Via de administração Intravenosa Intravenosa Intravenosa

    (*) O doente deve ficar sempre internado.

    (**) SAC = soro anticrotálico, SABC = soro antibotrópico-crotálico.

    Uma ampola de soro (10 ml) neutraliza 15 mg de veneno referência (Crotalus d. terrificus).

Prognóstico
Mortalidade
  1. nos casos não tratados — 8%
  2. nos casos tratados — 0,7%
 

Peçonhas de serpentes constituem fontes naturais de substâncias bioativas com grande potencial terapêutico.

   
   
Quant. média
VENENO
*
VENOM
Average Qty

25 to 40 mg ( dry weight ), Minton (1974) ( Ref : R000504 ).

 

Sao Paulo, Brazil : 50 mg ( dry weight ) ( range 28 to 67 ), Sanchez et al (1992) ( Ref : R000690 ).

 

Argentina : 140.4 ± 21 mg ( dry weight ) = 7.39 ± 1.13 mg venom / 100 g body weight, De Roodt et al (1988) ( Ref : R000870 ).

Neurotoxins

Presynaptic neurotoxins

Myotoxins

Secondary myotoxicity present

Procoagulants

Fibrinogenases

Anticoagulants

Not present

Haemorrhagins

Not present

Nephrotoxins

Secondary nephrotoxicity only

Cardiotoxins

Not present

Necrotoxins

Not present

Venom Other

May include; Lectins; Nerve growth factors; Phospholipase inhibitors; Proteinase inhibitors; Complement inactivators; Biogenic amines; Carbohydrates; Lipids; Nucleosides & nucleotides

 

 

 

 

Fonte Dados

http://www.toxinology.com/

AntiVenom - Crotalus (CASCAVEL)

Os soros antiveneno (soros heterólogos) são obtidos a partir de soro de eqüídeos (cavalos) hiperimunizados com venenos específicos. Nos casos onde a soroterapia for indicada, ela é o único tratamento eficaz.

Tipos de soro antiveneno

  • Soro Antiofídico polivalente para o tratamento de acidentes causados por mordidas de serpentes dos gêneros Bothrops e Crotalus (jararaca e cascavel).
  • Soro Antibotrópico para tratamento de acidentes comprovados de mordidas de serpentes do gênero Bothrops (jararaca).
  • Soro Anticrotálico - para tratamento de acidentes comprovados de mordidas de serpentes do gênero Crotalus (cascavel).
  • Soro Antielapídico para tratamento de acidentes comprovados de mordida de serpentes do gênero Micrurus (coral verdadeira).
  • Soro Antilaquético para tratamento de acidentes comprovados de mordida de serpentes do gênero Lachesis (surucucu).
  • Soro Antibotrópico-laquético para o tratamento de acidentes causados por mordida de serpentes dos gêneros Bothrops e Lachesis (jararaca e surucucu).

Técnica para conservação dos soros, validade e vencimento

Conservação

os soros nunca devem ser conservados em congelador, e sim na geladeira, onde a temperatura está entre 2 e 8 graus positivos, assim mantêm sua potência neutralizadora por vários anos.

Validade

o prazo de validade indicada no rótulo é de três anos, a contar da última prova de potência.

Vencimento

os soros com prazo de validade vencido não devem ser desprezados, podendo ser usados em situações de emergência, considerando porém, como tendo somente a metade da potência indicada na embalagem.

Prova de sensibilidade

Esta prática deve ser efetuada como rotina nos pacientes que serão submetidos à soroterapia, e sempre antes da administração de anti-histamínicos ou corticosteróides, pois estes últimos podem mascarar os resultados.

  • Injetar 0,1ml por via intradérmica de soro na face anterior do antebraço.
  • Leitura após 15 minutos.

REAÇÃO POSITIVA

Desenvolvimento de pápula urticariforme com prolongamentos, no ponto de inoculação

REAÇÃO NEGATIVA

Ausência de pápula local. Pode haver eritema, mas sem relevo.

Administração de soro heterólogo

Esta fase deve ser sempre precedida da prova intradérmica de sensibilidade.

Com prova intradérmica negativa

nos pacientes não sensíveis, deve-se proceder a administração da dose recomendada, nas vias preconizadas. A administração prévia de anti-histamínicos (Fenergan), 1 ampola por via muscular, tem se mostrado benéfico, pois, além de diminuir as reações adversas, seda o paciente.

Com prova intradérmica positiva

neste grupo, a administração do soro deverá ser efetuada com precauções especiais:

  • Injetar um anti-histamínico 15 minutos antes da aplicação do soro.
  • Injetar o soro fracionadamente, iniciando com 0,1 ml e aumentando gradativamente, em intervalos de 10 minutos, para 1 ml e 5 ml. Por fim, injetar a dose restante, utilizando sempre a via subcutânea.
  • Ter à mão adrenalina 1/1000 e injetar 1 ml via intramuscular, caso sobrevenham sintomas de choque anafilático.

É conveniente ressaltar que, mesmo ante o risco indicado por uma prova de sensibilidade positiva, não se deve hesitar na administração do soro específico. Evitar a via intravenosa nos casos de hipersensibilidade.

Reações inerentes à soroterapia

Reação imediata Choque anafilático

O choque anafilático é muito raro, porém, deve ser considerado devido a sua gravidade. As
reações do tipo anafilactóide, (que podem ser definidas como choque sistêmico onde
ocorrem secundariamente à introdução de substâncias estranhas ao organismo, e uma
reação antígeno/anticorpo não pode ser demonstrada), são observadas, sobretudo nos
indivíduos que anteriormente receberam o soro de cavalo, ou apresentem antecedentes
alérgicos. Do ponto de vista clínico, pode-se observar exantema, reação urticariforme,
espasmo brônquico, edema de glote (com conseqüente asfixia), choque periférico, e, se não
tratado imediatamente, leva à morte.
As drogas de escolha no tratamento dessas emergências são: adrenalina aquosa 1/1000 e
corticosteróide (hidrocortisona) por via venosa.

Reação tardia Doença do soro

A doença do soro é outra reação que pode aparecer entre 6 a 10 dias após a injeção do soro,
e caracteriza-se pela febre, erupção urticariforme, dores articulares e musculares. É
relativamente rara, em virtude da purificação a que são submetidos os soros terapêuticos.
Esta reação deve ser tratada preventivamente com a administração de anti-histamínicos
durante 10 dias após a soroterapia, e corticosteróides.

Soros

 
 
 

Antivenom Code: SAmIBB04
Antivenom Name: Soro anticrotalico
Manufacturer: Instituto Butantan
Address: Av. Vital Brasil, 1500 Butanta
05503-900
Sao Paulo - SP
Country: Brazil

Antivenom Code: SAmIBB07
Antivenom Name: Soro antibotropico-crotalico
Manufacturer: Instituto Butantan

Address: Av. Vital Brasil, 1500 Butanta
05503-900
Sao Paulo - SP
Country: Brazil
Antivenom Code: SAmFED02
Antivenom Name: Soro Anti-botropico-crotalico
Manufacturer: Fundacao Ezequiel Dias - FUNED
Phone: ++55-31-3371-9525
Address: Rua Conde Pereira Carneiro, 80 - Gameleria
Belo Horizonte, MG - CEP 30510-010
Country: Brazil
Antivenom Code: SAmFED03
Antivenom Name: Soro Anticrotalico
Manufacturer: Fundacao Ezequiel Dias - FUNED
Phone: ++55-31-3371-9525
Address: Rua Conde Pereira Carneiro, 80 -
Gameleria Belo Horizonte, MG -
CEP 30510-010
Country: Brazil
Antivenom Code: SAmIBM02
Antivenom Name: Antivenin
Manufacturer: Instituto Bioclon
Phone: ++525-488-3716
Address: Calzada de Tlalpan No. 4687
Toriello Guerra
C.P. 14050
Mexico, D.F.,
Country: Mexico
Antivenom Code: SAmIBM06
Antivenom Name: Antivipmyn
Manufacturer: Instituto Bioclon
Phone: ++525-488-3716
Address: Calzada de Tlalpan No. 4687 Toriello Guerra C.P. 14050
Mexico, D.F.,
Country: Mexico
Antivenom Code: SAmINP03
Antivenom Name: Suero Anticrotalico
Manufacturer: Instituto Nacionale de Salud
Phone: ++51-1-467-0552
Address: Centro Nacional de Produccion de Biologicos
Av. Defensores del Morro 2268
Chorrillos Lima 9
Country: Peru
Antivenom Code: SAmICP01
Antivenom Name: Polyvalent Antivenom
Manufacturer: Instituto Clodomiro Picado
T. Phone: ++506-229-0344; ++506-229-3135
Address: Facultad de Microbiolgia
Universidad de Costa Rica
San Pedro, San Jose
Central America
Country: Costa Rica
Antivenom Code: SAmIBA01
Antivenom Name: Suero Antifidico Polivalente BIOL (Suero Antiofidoco para mordedura de Yarara, De la Cruz y Cscabel) Manufacturer: Instituto Nacional de Produccion de Biologics
A.N.L.I.S. 'Dr. Carlos G. Malbran' Phone: ++54-11-4303-1806 (to 11) Address: Avdo. Velez Sarsfield 563,
CP 1281 Buenos Aires,
Country: Argentina
Antivenom Code: SAmNIA05
Antivenom Name: Tropical trivalente
Manufacturer: Instituto Nacional de Produccion de Biologics
A.N.L.I.S. 'Dr. Carlos G. Malbran' Phone: ++54-11-4303-1806 (to 11) Address: Avdo. Velez Sarsfield 563,
CP 1281 Buenos Aires,
Country: Argentina
Antivenom Code: SAmNIA03
Antivenom Name: Anticrotalus
Manufacturer: Instituto Nacional de Produccion de Biologics
A.N.L.I.S. 'Dr. Carlos G. Malbran' Phone: ++54-11-4303-1806 (to 11) Address: Avdo. Velez Sarsfield 563,
CP 1281 Buenos Aires,
Country: Argentina
 
     
Videos Crotalus durissus (CASCAVEL)
   

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Caudisona durissa terrificus (new classification)
Crotalus durissus terrificus (CASCAVEL)
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