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Treatment accidents CROTALUS (RATTLESNAKE)

cascavel-terrificusIntrodução

É responsável por cerca de 7,7% dos acidentes ofídicos registrados no Brasil, podendo representar até 30% dos acidentes em algumas regiões. Apresenta o maior coeficiente de letalidade devido à freqüência com que evolui para insuficiência renal aguda (IRA).

Observação:

As informações que se seguem referem-se aos estudos realizados com as cascavéis das subespécies Caudisona, Crotalus durissus terrificus, Crotalus durissus collilineatus e Crotalus durissus cascavella e as observações clínicas dos acidentes ocasionados por estas serpentes nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Os dados sobre acidentes com cascavéis da região Norte são ainda pouco conhecidos.

Ações do veneno

São três as ações principais do veneno crotálico neurotóxica, miotóxica e coagulante.

Ação neurotóxica

Produzida principalmente pela fração crotoxina, uma neurotoxina de ação pré-sináptica que atua nas terminações nervosas inibindo a liberação de acetilcolina. Esta inibição é o principal fator responsável pelo bloqueio neuromuscular do qual decorrem as paralisias motoras apresentadas pelos pacientes.

Ação coagulante

Decorre de atividade do tipo trombina que converte o fibrinogênio diretamente em fibrina. O consumo do fibrinogênio pode levar à incoagulabilidade sangüínea. Geralmente não há redução do número de plaquetas. As manifestações hemorrágicas, quando presentes, são discretas.

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Quadro clínico

Manifestações locais

São pouco importantes, diferindo dos acidentes botrópico e laquético. Não há dor, ou esta pode ser de pequena intensidade. Há parestesia local ou regional, que pode persistir por tempo variável, podendo ser acompanhada de edema discreto ou eritema no ponto da picada.

Manifestações sistêmicas

Manifestações clínicas pouco freqüentes

Insuficiência respiratória aguda, fasciculações e paralisia de grupos musculares têm sido relatadas. Tais fenômenos são interpretados como decorrentes da atividade neurotóxica e/ou da ação miotóxica do veneno.

Com base nas manifestações clínicas, o envenenamento crotálico pode ser classificado em:

Complicações

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Exames complementares

Na fase oligúrica da IRA, são observadas elevação dos níveis de uréia, creatinina, ácido úrico, fósforo, potássio e diminuição da calcemia.
O Tempo de Coagulação (TC) freqüentemente está prolongado. O hemograma pode mostrar leucocitose, com neutrofilia e desvio à esquerda, às vezes com presença de granulações tóxicas.

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Tratamento

Organograma tratamento acidentes ofídicos

organograma

 

Tratamento específico

O soro anticrotálico (SAC) deve ser administrado intravenosamente, segundo as especificações incluídas no capítulo Soroterapia. A dose varia de acordo com a gravidade do caso, devendo-se ressaltar que a quantidade a ser ministrada à criança é a mesma do adulto. Poderá ser utilizado o soro antibotrópico-crotálico (SABC).

Tratamento geral

A hidratação adequada é de fundamental importância na prevenção da IRA e será satisfatória se o paciente mantiver o fluxo urinário de 1 ml a 2 ml/kg/hora na criança e 30 a 40 ml/hora no adulto.

A diurese osmótica pode ser induzida com o emprego de solução de manitol a 20% (5 ml/kg na criança e 100 ml no adulto). Caso persista a oligúria, indica-se o uso de diuréticos de alça tipo furosemida por via intravenosa (1 mg/kg/ dose na criança e 40mg/dose no adulto).

O pH urinário deve ser mantido acima de 6,5 pois a urina ácida potencia a precipitação intratubular de mioglobina. Assim, a alcalinação da urina deve ser feita pela administração parenteral de bicarbonato de sódio, monitorizada por controle gasométrico.

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Prognóstico

É bom nos acidentes leves e moderados e nos pacientes atendidos nas primeiras seis horas após a picada, onde se observa a regressão total de sintomas e sinais após alguns dias. Nos acidentes graves, o prognóstico está vinculado à existência de IRA.
É mais reservado quando há necrose tubular aguda de natureza hipercatabólica pois a evolução do quadro está relacionada com a possibilidade de instalação de processo dialítico eficiente, em tempo hábil.

 

Acidente Crotálico - Classificação quanto à gravidade e soroterapia recomendada
Manifestações e Tratamento Classificação (Avaliação Inicial)
Leve Moderada Grave
Fácies miastêmica / Visão turva ausente ou tardia discreta ou evidente evidente
Mialgia ausente ou discreta discreta intensa
Urina vermelha ou marrom ausente pouco evidente ou ausente presente
Oligúria / Anúria ausente ausente presente ou ausente
Tempo de Coagulação (TC) normal ou alterado normal ou alterado normal ou alterado
Soroterapia (nº ampolas) SAC/SABC* 5 10 20
Via de administração intravenosa

* SAC = Soro anticrotálicoSABC = Soro antibotrópico-crotálico.

 

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Nomes populares das Crotalus (cascavéis) na America do Sul

Boicininga, Boicinunga, Boicuninga, Boicununga, Cascabel, Cascabela, Cascavel, Cascavel de Cuatro Ventas, Cazadora, Chonono, Cobra de Guizo, Crotalo, Culebra, Ma-ara, Maraca, Maraca-boia, Mboi chi-ni, Neotropical Rattlesnake, Serpiente de Cascabel, Vibora Cascabel, Vibora de Cascabel,

Ministério da Saúde — Acidentes com Animais Peçonhentos - Medidas de Prevenção

http://www.saude.rj.gov.br/animaispeconhentos/acidentesofidicos

Relação de hospitais de referência em todo o país para Soroterapia / locais de aplicação de antivenenos

 


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